Um duro descaso da coletividade ostomizada de Rondonia acaba de impor em cima do presidente Walter de Oliveira Bariani que obedecendo o estatuto proclamou um aviso para o comparecimento dos ostomizados para a reuniao extraordinaria para a formação de uma nova diretoria ou para recompor a mesma diretoria . O proprio Bariani diz que enviou mais de cem cartas convidando os ostomizados a comparecerem a reunião por causa da importancia e esses cem convidados eram todos moradores da cidade de Porto Velho.
Quando o presidente da entidade havia prometido enviar um artigo para o nosso Jornal da AOESP e na data prevista nada veio ficamos desconfiado de que algo estava acontecendo e o nosso prognotisco estava certa. Waltr Bariani diz que não tem condições para dar continuidade a uma associação cujos associados não comparecem. Apareceram dois mas nenhum deles ostomizado. Outro fator interessante de Porto Velho é que as bolsas costumam faltar muito e ainda no mes passado Bariani postou um artigo da dificuldade de se conseguir as bolsas. Se não nos enganamos Rondonia tem cerca de 300 otosmizados e a dimensão territorial de Rondonia não chega a ser grande.
Quem estiver preocupado com bolsas, menos aqueles que conseguem viver sem bolsas coletoras, perguntem ao outro presidente do estado de Amazonas, Mauro Pereira Coelho. O estado dele está em santa paz, existe um bom atendimento e a bolsa que os ostomizados recebem naquele estado é da marca Convatec e como tem uma população que mora longe, o presidente conseguiu convencer a secção de dispensario para dobrar a quota de tal forma que os ostomizados que gastam cinco dias para chegar até a capital só precisem vir a Manaus a cada dois ou tres meses. Isso foi uma grande conquista.
Agora perguntem ao Mauro Pereira Coelho o que ele viu em Roraima quando ele visitou o estado localizado no extremo norte do Brasil, vizinho da Venezuela. A população daquele estado é de 200 ostomizados. Eles ficaram quase dois anos sem bolsas porque, segundo as informações que obivemos, não havia bolsa de jeito nenhum. Somente depois de muito tempo as bolsas começaram a chegar para a felicidade dos ostomizados.
E em Rondonia, Deus queira que uma situação dessa não venha a acontecer num estado progressista mas e se acontecer? A associação vai estar fechada. A AROS do Bariani vai estar de ferias forçada Quem defenderá os ostomizados?
Não podemos culpar o Walter de Oliveira Bariani porque convocar cem ostomizados para ninguem comparecer é um descaso, um desinteresse total, tanto é que o proprio presidente num desabafo nos disse "chega de dar murro na ponta de faca", a entidade vai estar fechada por um ano ou dois e ele vai viajar. Se bem que, e tomara que sejam, os trezentos ostomizados de Rondonia sejam gente abastada, com dinheiro suficiente para adquirir a cada dia, a cada semana, a cada mes, a cada ano possam adquirir no comercio local as bolsas coletoras.
O ostomizado em geral não pode ficar jamais a margem dos acontecimentosTem que participar do grupo, do nucleo, ou da associação e defender os seus direitos de lei. A dispensação dos equipamentos é por conta do governo do Estado ou do Municipio. O que for comprado o SUS paga.
Na nossa opinião cremos que o Bariani não tinha outra opção senão abandonar tudo e cuidar da sua vida e a sortedos ostomizados de Rondonia está entregue a Deus.

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