Não se pode transmitir a fé com cara de enterro, disse o papa Francisco. O papa afirmou esta opinião sexta-feira passada, que a transmissão da fé não pode ser feita com cara de enterro, mas com um contentamento genuino e profundo. Nos, cristãos, não estamos muito habituados a falar de alegrias, disse Francisco na missa a que presidiu no Vaticano. Depois de apontar que muitas vezes os cristãos tem mais gosto no lamento do que no contentamento. O papa salientou que sem alegrias os crentes em Deus não podem ser livres e tornam-se escravos da tristeza. Muitas vezes os cristãos tem mais cara de que estão num cortejo funebre do que estão a louvar a Deus, assinalou.
Não podemos duvidar da opinião do papa porque a intelectualidade, a experiencia, a vivencia, os conhecimentos não só de teologia, mas do conhecimento humano é inegavelmente superior a qualquer um mortal, mas chega-se a conclusão de que a alegria realmente é necessaria.
Não se trata de comparação, porque o que queremos atingir é apenas o ostomizado que, em geral, após a cirurgia, não em todos os casos, mas na maioria das vezes se dá por perdido, acabado para a vida normal, somente porque na sua vestimenta interna acrescentaram uma bolsa coletora. E noutro dia numa reunião normal mensal o diretor de marketing, José Domingues, da Hollister do Brasil fez uma palestra sob o titulo aceitação, cujo texto caiu como uma luva de animo, de otimismo, de esperança, de vida enfim para todos os que por uma contingencia de saude são obrigados a arcar com uma perda ou sacrificio. Não adianta os exemplos que temos citados, mesmo que tenhamos na vitrine mil Eliana Zagui, tetraplegica, pintora, escritora, no leito há 38 anos, no predio da ortopedia do HCSP, e não reclama, mas uma palestra como aceitaçao vai demolindo pouco a pouco a inflexivel contrariedade do pessoal ostomizado.Também não exageremos porque uma bolsa coletora não é nenhuma medalha pregada no abdomem!
Mas é sinonimo de vida e quem não quer continuando vivo? Nessa argumentação sempre cito o saudoso Ariovaldo de Castro Almeida, de Taubaté, que permaneceu ostomizado por mais de meio seculo tendo enfrentado tempos dificeis quando não existia nenhum tipo de bolsa, nenhum laboratorio e nem lojas que hoje manipulam sacos plasticos.
E agora o nosso excepcional, autentico e aplaudido papa Francisco nos traz essa mensagem de alegria. Realmente chega de caras fechadas (normalmente) de padres que oficiam as missas.

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