Amanhã haverá uma reunião da coordenação de hanseniase de São Paulo na Promotoria dos Deficientes na rua Riachuelo, centro de São Paulo, com a participação do promotor advogado Arthur Filho e da coordenadora Leide Masson além de outras pessoas interessadas porque, segundo a Leide a nossa cidade está sem medico para cuidar da hanseniase. A reunião está marcada para ter inicio as 14,00 horas, dia 26 de agosto, portanto amanhã. Anteriormente os hansenianos já imunizados porém sequelados necessitando de curativos estavam sendo atendidos no Posto de Saude Ceci, no bairro Jabaquara, mas parece que não mais. A Prefeitura de São Paulo não tem medico para esta area da hanseniase.
O mal de Hansen, doença secular, talvez a mais antiga tem hoje nao propriamente uma cura total, mas meios para imunização e é controlado pela Organização Mundial de Saude tendo a frente um filantropo japones que acabou não vindo ao Brasil há pouco tempo, mas ele já esteve.
Então vamos lá uma pequena amostragem do que vamos encontrar. A região sul está otimamente situada em relação a hanseniase o seu indice chegando a 0,5 pessoa por cada dez mil habitantes quando o ideal da OMS se situa em um hanseniano para cada dez mil habitantes.
A situação em São Paulo não há dados concretos sendo que todos os hansenianos vinham sendo atendidos para manterem a imunidade. A região Norte e Nordeste, tipicamente tropical muda de situação atingindo também parte do Centro Oeste. Agora os numeros que estamos recebendo do estado do Pará é preocupante. Crianças menores de idade estão apresentando sintomas de hanseniase e segundo os medicos especializados "isto porque existem adultos transmitindo" Isso é mais do que obvio, porém as autoridades do SESPA já estão providenciando a detecção da doença em toda a população formando uma especie de mutirão com os proprios estudantes. Os piores municipios são Belem, Marabá e Paraopeba, mas quase todos os municipios estão atingidos pelo mal de hansen. Nas localidades mais intensas chegam a 45,74 pessoas afetadas por cada dez mil habitantes, sendo o minimo 14,85 habitante também por cada dez mil. É essa preocupação que esta afetando toda a populaçao e as autoridades de saude do Estado do Pará e não é para menos. O japones quando esteve em visita ao Brasil, Sassakawa, disse para as autoridades de então que o resultado obtido era um total desleixo. Mas as regiões que citamos enfrentam também a verminose que também nao é pouca.
E porque toda essa preocupação dos paulistanos, do controle da hanseniase? Existe migração, turismo, isto é pessoas que andam pelo Brasil inteiro sem estar devidamente imunizado e São Paulo pode se dizer que é um centro para onde migram ou vem muita gente. Como controlar se não temos medico e nem aparato para identificarmos as pessoas contaminadas de outros estados brasileiros?
A foto mostra uma das equipes que está sendo preparada em Altamira, Pará, para contenção do hansen e da verminose.

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